01
O que o PC precisa
O Google pede, no mínimo, para o Android Studio com o emulador:
- Windows 10 de 64 bits ou mais novo. Windows com processador
ARM não tem suporte.
- 16 GB de memória. Os 32 GB são os recomendados, e cada
aparelho ligado ao mesmo tempo usa cerca de 4 GB.
- 16 GB livres no disco. O recomendado é um SSD com 32 GB ou
mais, e cada aparelho a mais pode pedir até 6 GB.
- Processador de 2017 para cá, como um Intel Core i5 de 8ª
geração ou um AMD Ryzen, com a virtualização ligada na BIOS (Intel VT-x ou
AMD-V). O Google não recomenda os Intel Core das séries N e U.
- Placa de vídeo com 4 GB, como uma GeForce série 10 ou uma
Radeon RX 5000, ou mais nova.
Atenção aos 8 GB de memória: são do Android Studio sozinho. Com o emulador, o
Google pede 16 GB.
02
A aceleração no Windows
O emulador precisa de aceleração de hardware: sem ela, o Google avisa que ele
fica muito lento. No Windows, o recomendado é a Plataforma do Hipervisor do
Windows, que pede o Windows 10 versão 1803 ou mais novo.
- 1
Ligue a virtualização na BIOS
Intel VT-x, nos processadores Intel, ou AMD-V (SVM), nos AMD. Em muitos
PCs ela já vem ligada, e o guia de
como ativar a
virtualização mostra como conferir e ligar.
- 2
Ligue a Plataforma do Hipervisor
Abra «Ativar ou desativar recursos do Windows», marque a Plataforma do
Hipervisor do Windows (Windows Hypervisor Platform), clique em OK e
reinicie.
- 3
Confira
Na pasta do emulador, emulator -accel-check confere se a
aceleração está disponível.
O HAXM, que aparece em tutoriais mais antigos, foi descontinuado em janeiro de
2023, e o emulador deixou de usá-lo a partir da versão 36.2. O AEHD, a outra
alternativa, sai em 31 de dezembro de 2026, e o Google orienta passar para a
Plataforma do Hipervisor. E o emulador não roda dentro de outra máquina virtual,
como VirtualBox ou VMware.
03
Criar e ligar o aparelho
O aparelho virtual (AVD) é criado no Gerenciador de dispositivos (Device Manager)
do Android Studio.
- 1
Abra o Gerenciador de dispositivos
Na tela inicial, More Actions e Virtual Device Manager. Com um projeto
aberto, View, Tool Windows e Device Manager.
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Escolha o perfil
Clique em Create Device e escolha o aparelho: celular e tablet, Wear OS,
Android TV, Google TV, ChromeOS ou Android Automotive. Depois, Next.
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Escolha o Android
Escolha a imagem do sistema, que é baixada na hora, e clique em Next.
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Crie e ligue
Confira a configuração e clique em Finish. Para ligar, Launch.
Para testar vários tamanhos de tela num aparelho só, há o perfil Resizable, com
Android 14 (API 34) ou mais novo: o modo de exibição, na barra do emulador, troca
entre tipos comuns de aparelho.
04
O que ele simula, para quem testa
Os controles estendidos, no menu da janela do emulador, mudam o aparelho no meio
do teste:
- a rede celular, do GSM ao 5G, com o sinal e o roaming;
- a bateria;
- a localização, por pontos, rotas e arquivos GPX e KML;
- ligação e SMS chegando;
- a câmera, o microfone e os sensores.
Ele também grava a tela, em WebM ou GIF (Ctrl + Shift + R), e tira print em PNG.
Não simula Bluetooth, NFC, USB, fone conectado nem a troca de cartão SD: para
testar isso, só no aparelho de verdade.
05
Instalar o app
Arraste o arquivo APK para a tela do emulador, ou use adb install
com o caminho do APK. Os outros jeitos de rodar APK no PC, e os que deixaram de
funcionar, estão no guia de
como instalar APK no PC.
06
Sem abrir o Android Studio
Para quem não quer a ferramenta inteira, o Google oferece as ferramentas de linha
de comando: o sdkmanager baixa o emulador e o Android, o
avdmanager cria o aparelho, e emulator -avd com o nome
dele o liga.
As três estão marcadas como descontinuadas, e a ferramenta nova do Google ainda
não liga o emulador no Windows. Hoje, no Windows, são elas que funcionam.
O CaptureHub Mobile é o caminho com janela, e é grátis. Ele usa o mesmo emulador
oficial do Google: na primeira execução, baixa cerca de 2,6 GB, o emulador e o
Android 17, e cria um celular e um tablet sozinho, sem o Android Studio e sem
linha de comando. Se o Android Studio já está no PC, ele usa a mesma pasta do
SDK.
No teste, ele troca a tela, a rede, a bateria e a localização ao vivo, recebe
ligação e SMS e grava tudo em vídeo. Criar e usar os aparelhos, instalar o APK,
gravar e tirar print são do plano gratuito.
O emulador é o mesmo, e o PC continua precisando da virtualização ligada. O
resto está nos requisitos.
07
Perguntas frequentes
Quanto de memória o emulador do Android Studio precisa?
O Google pede 16 GB para o Android Studio com o emulador, e recomenda 32
GB. Cada aparelho ligado ao mesmo tempo usa cerca de 4 GB.
Dá para usar o emulador sem o Android Studio?
Dá, de dois jeitos: pelas ferramentas de linha de comando do Google, que
estão descontinuadas mas ainda são as que funcionam no Windows, ou pelo
CaptureHub Mobile, que baixa e liga o mesmo emulador com uma janela.
O HAXM ainda funciona?
Não. Ele foi descontinuado em janeiro de 2023, e o emulador deixou de usá-lo
a partir da versão 36.2. No Windows, use a Plataforma do Hipervisor do
Windows.
O emulador funciona em Windows com processador ARM?
O Android Studio não tem suporte para Windows com processador ARM.
Dá para rodar o emulador dentro do VirtualBox ou do VMware?
Não com a aceleração: o emulador acelerado não roda dentro de outra máquina
virtual.
Dá para ter acesso root no emulador?
Não nas imagens com a Play Store. Para isso, o Google indica uma imagem
sem os apps e serviços do Google, com adb root.