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Guia

Emulador do Android Studio: como usar no Windows

O emulador oficial do Android vem com o Android Studio, a ferramenta do Google para quem desenvolve apps. Ele simula celular, tablet, rede, bateria e localização, e pede um PC à altura.

Esta página mostra o que o PC precisa, como ligar a aceleração, criar o aparelho e testar nele, e os caminhos para usar o mesmo emulador sem abrir o Android Studio.

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O que o PC precisa

O Google pede, no mínimo, para o Android Studio com o emulador:

  • Windows 10 de 64 bits ou mais novo. Windows com processador ARM não tem suporte.
  • 16 GB de memória. Os 32 GB são os recomendados, e cada aparelho ligado ao mesmo tempo usa cerca de 4 GB.
  • 16 GB livres no disco. O recomendado é um SSD com 32 GB ou mais, e cada aparelho a mais pode pedir até 6 GB.
  • Processador de 2017 para cá, como um Intel Core i5 de 8ª geração ou um AMD Ryzen, com a virtualização ligada na BIOS (Intel VT-x ou AMD-V). O Google não recomenda os Intel Core das séries N e U.
  • Placa de vídeo com 4 GB, como uma GeForce série 10 ou uma Radeon RX 5000, ou mais nova.

Atenção aos 8 GB de memória: são do Android Studio sozinho. Com o emulador, o Google pede 16 GB.

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A aceleração no Windows

O emulador precisa de aceleração de hardware: sem ela, o Google avisa que ele fica muito lento. No Windows, o recomendado é a Plataforma do Hipervisor do Windows, que pede o Windows 10 versão 1803 ou mais novo.

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    Ligue a virtualização na BIOS

    Intel VT-x, nos processadores Intel, ou AMD-V (SVM), nos AMD. Em muitos PCs ela já vem ligada, e o guia de como ativar a virtualização mostra como conferir e ligar.

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    Ligue a Plataforma do Hipervisor

    Abra «Ativar ou desativar recursos do Windows», marque a Plataforma do Hipervisor do Windows (Windows Hypervisor Platform), clique em OK e reinicie.

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    Confira

    Na pasta do emulador, emulator -accel-check confere se a aceleração está disponível.

O HAXM, que aparece em tutoriais mais antigos, foi descontinuado em janeiro de 2023, e o emulador deixou de usá-lo a partir da versão 36.2. O AEHD, a outra alternativa, sai em 31 de dezembro de 2026, e o Google orienta passar para a Plataforma do Hipervisor. E o emulador não roda dentro de outra máquina virtual, como VirtualBox ou VMware.

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Criar e ligar o aparelho

O aparelho virtual (AVD) é criado no Gerenciador de dispositivos (Device Manager) do Android Studio.

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    Abra o Gerenciador de dispositivos

    Na tela inicial, More Actions e Virtual Device Manager. Com um projeto aberto, View, Tool Windows e Device Manager.

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    Escolha o perfil

    Clique em Create Device e escolha o aparelho: celular e tablet, Wear OS, Android TV, Google TV, ChromeOS ou Android Automotive. Depois, Next.

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    Escolha o Android

    Escolha a imagem do sistema, que é baixada na hora, e clique em Next.

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    Crie e ligue

    Confira a configuração e clique em Finish. Para ligar, Launch.

Para testar vários tamanhos de tela num aparelho só, há o perfil Resizable, com Android 14 (API 34) ou mais novo: o modo de exibição, na barra do emulador, troca entre tipos comuns de aparelho.

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O que ele simula, para quem testa

Os controles estendidos, no menu da janela do emulador, mudam o aparelho no meio do teste:

  • a rede celular, do GSM ao 5G, com o sinal e o roaming;
  • a bateria;
  • a localização, por pontos, rotas e arquivos GPX e KML;
  • ligação e SMS chegando;
  • a câmera, o microfone e os sensores.

Ele também grava a tela, em WebM ou GIF (Ctrl + Shift + R), e tira print em PNG.

Não simula Bluetooth, NFC, USB, fone conectado nem a troca de cartão SD: para testar isso, só no aparelho de verdade.

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Instalar o app

Arraste o arquivo APK para a tela do emulador, ou use adb install com o caminho do APK. Os outros jeitos de rodar APK no PC, e os que deixaram de funcionar, estão no guia de como instalar APK no PC.

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Sem abrir o Android Studio

Para quem não quer a ferramenta inteira, o Google oferece as ferramentas de linha de comando: o sdkmanager baixa o emulador e o Android, o avdmanager cria o aparelho, e emulator -avd com o nome dele o liga.

As três estão marcadas como descontinuadas, e a ferramenta nova do Google ainda não liga o emulador no Windows. Hoje, no Windows, são elas que funcionam.

O CaptureHub Mobile é o caminho com janela, e é grátis. Ele usa o mesmo emulador oficial do Google: na primeira execução, baixa cerca de 2,6 GB, o emulador e o Android 17, e cria um celular e um tablet sozinho, sem o Android Studio e sem linha de comando. Se o Android Studio já está no PC, ele usa a mesma pasta do SDK.

No teste, ele troca a tela, a rede, a bateria e a localização ao vivo, recebe ligação e SMS e grava tudo em vídeo. Criar e usar os aparelhos, instalar o APK, gravar e tirar print são do plano gratuito.

O emulador é o mesmo, e o PC continua precisando da virtualização ligada. O resto está nos requisitos.

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Perguntas frequentes

Quanto de memória o emulador do Android Studio precisa?

O Google pede 16 GB para o Android Studio com o emulador, e recomenda 32 GB. Cada aparelho ligado ao mesmo tempo usa cerca de 4 GB.

Dá para usar o emulador sem o Android Studio?

Dá, de dois jeitos: pelas ferramentas de linha de comando do Google, que estão descontinuadas mas ainda são as que funcionam no Windows, ou pelo CaptureHub Mobile, que baixa e liga o mesmo emulador com uma janela.

O HAXM ainda funciona?

Não. Ele foi descontinuado em janeiro de 2023, e o emulador deixou de usá-lo a partir da versão 36.2. No Windows, use a Plataforma do Hipervisor do Windows.

O emulador funciona em Windows com processador ARM?

O Android Studio não tem suporte para Windows com processador ARM.

Dá para rodar o emulador dentro do VirtualBox ou do VMware?

Não com a aceleração: o emulador acelerado não roda dentro de outra máquina virtual.

Dá para ter acesso root no emulador?

Não nas imagens com a Play Store. Para isso, o Google indica uma imagem sem os apps e serviços do Google, com adb root.

Sobre quem escreveu isto

O CaptureHub Mobile é um emulador de Android grátis para PC, feito no Brasil para testar apps. Ele usa o emulador oficial do Google, sem o Android Studio, e grava o teste com vídeo, print e, no plano Pro, o passo a passo de cada toque.

O que ele não faz: não é ferramenta de programar, não promete um Android mais rápido que o do emulador oficial, que é o que ele usa, e não roda no Mac. Se você já programa no Android Studio, o emulador dele resolve, e é de graça.

Windows 10 ou 11, de 64 bits, com a virtualização ligada. Gravações e prints ficam no seu PC.

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